Trabalho num bairro de Turcos, onde só há cafés turcos, restaurantes turcos, supermercados turcos, snacks turcos e pessoas turcas.
No primeiro dia de trabalho tentei ir almoçar a algum sitio mas desisti de tudo o que vi pois a higiene é coisa que não abunda de todo, nem um bocadinho.
Acabei por nem almoçar. Antes passar fome que comer qualquer coisa feita por um gajo que coça a barba, as bolas, recebe o dinheiro e nem uma merdinha de luvas usa. dEus me livre! A minha germofobia nunca me permitiria tal coisa. É óbvio que já devo ter comido coisas que foram ao chão e voltaram para o prato mas os gajos cá nem têm a decência de disfarçar e ter em conta que há pessoas de estômago fraco.
Optei por começar a parar no Carrefour, perto do metro onde saio, e trazer coisinhas fresquinhas e saudáveis.
No entanto hoje não tive tempo e tive mesmo de ir à rua. Decidi ir procurar qualquer coisa mais "belga" ou um supermercado que não turco a cheirar a animais mortos (ou enchidos se preferirem).
Andei, andei e só via coisas turcas até que numa rua fui apanhada de surpresa por uma explosão.
Senti uma enorme pressão nas costas que me fez perder o equilíbrio e um estrondo que me deixou surda do lado direito até agora. A única coisa que vi foi fumo e imensos alarmes a dispararem. Enfiei-me na primeira rua que vi e voltei para trás.
Acelerei o passo e esperei ouvir policia ou algo do género mas nada. Mais à frente ouvi ao longe um segundo estrondo e ninguém pareceu incomodar-se.
Na minha primeira semana cá comecei a desconfiar que percebia o porquê da extrema-direita estar a crescer. Como já tinha referido antes, são sempre os mesmos a mijarem na rua, a deitarem lixo para o chão, a assaltarem no metro e pelos vistos a rebentarem bombas na rua. Incomoda-me, confesso, incomoda-me imenso. Não acho que estas pessoas devam ser expulsas do país ou proibidas de entrar mas respeitar quem cá anda e os seus costumes (tipo, não mandar bombas!).
A mim não me apetecia muito ser ferida ou ir desta para melhor por causa de alguma coisa que desconheço e/ou por uma causa que não é a minha. Também não me apetece andar sempre a cheirar o mijo dos outros nem ter que ir para o meio da rua porque o passeio está cheio de lixo da mercearia, fora do dia de recolha. Também não me agrada muito apanhar autocarro com pessoas a cheirar mal e com piolhos.
Mas o que não me apetece mesmo, mesmo nada é andar neste bairro e ter medo.
Não querendo ser xenófoba nem querendo generalizar mas já iam para a puta que os pariu e deixavam as pessoas trabalharem e almoçarem em paz, tipo... paz!
No primeiro dia de trabalho tentei ir almoçar a algum sitio mas desisti de tudo o que vi pois a higiene é coisa que não abunda de todo, nem um bocadinho.
Acabei por nem almoçar. Antes passar fome que comer qualquer coisa feita por um gajo que coça a barba, as bolas, recebe o dinheiro e nem uma merdinha de luvas usa. dEus me livre! A minha germofobia nunca me permitiria tal coisa. É óbvio que já devo ter comido coisas que foram ao chão e voltaram para o prato mas os gajos cá nem têm a decência de disfarçar e ter em conta que há pessoas de estômago fraco.
Optei por começar a parar no Carrefour, perto do metro onde saio, e trazer coisinhas fresquinhas e saudáveis.
No entanto hoje não tive tempo e tive mesmo de ir à rua. Decidi ir procurar qualquer coisa mais "belga" ou um supermercado que não turco a cheirar a animais mortos (ou enchidos se preferirem).
Andei, andei e só via coisas turcas até que numa rua fui apanhada de surpresa por uma explosão.
Senti uma enorme pressão nas costas que me fez perder o equilíbrio e um estrondo que me deixou surda do lado direito até agora. A única coisa que vi foi fumo e imensos alarmes a dispararem. Enfiei-me na primeira rua que vi e voltei para trás.
Acelerei o passo e esperei ouvir policia ou algo do género mas nada. Mais à frente ouvi ao longe um segundo estrondo e ninguém pareceu incomodar-se.
Na minha primeira semana cá comecei a desconfiar que percebia o porquê da extrema-direita estar a crescer. Como já tinha referido antes, são sempre os mesmos a mijarem na rua, a deitarem lixo para o chão, a assaltarem no metro e pelos vistos a rebentarem bombas na rua. Incomoda-me, confesso, incomoda-me imenso. Não acho que estas pessoas devam ser expulsas do país ou proibidas de entrar mas respeitar quem cá anda e os seus costumes (tipo, não mandar bombas!).
A mim não me apetecia muito ser ferida ou ir desta para melhor por causa de alguma coisa que desconheço e/ou por uma causa que não é a minha. Também não me apetece andar sempre a cheirar o mijo dos outros nem ter que ir para o meio da rua porque o passeio está cheio de lixo da mercearia, fora do dia de recolha. Também não me agrada muito apanhar autocarro com pessoas a cheirar mal e com piolhos.
Mas o que não me apetece mesmo, mesmo nada é andar neste bairro e ter medo.
Não querendo ser xenófoba nem querendo generalizar mas já iam para a puta que os pariu e deixavam as pessoas trabalharem e almoçarem em paz, tipo... paz!
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