Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Ghent


Era suposto ter saído no Sábado à noite, mas cortei-me ou como se diz por cá J'ai posée un lapin e fiquei a casa a ver filmes até adormecer. Queria acordar cedo para de manhã ir comprar lembranças (e não prendas de natal) e de tarde tinha um "encontro para conversação", meia hora em francês outra meia hora em Português, com a Grace, já que anda a aprender Português há 1 ano.
Acordei e até dei conta de um ou outro raio de sol, coisa rara por cá. A Grace "posou-me un lapin" e logo de seguida a Gabriela, uma simpática Polaca com um humor no minimo hilariante que conheci no curso de Francês, propôs que fossemos visitar Ghent. Como sempre as coisas combinadas em cima da hora dão sempre certo.





Enquanto esperava por ela na estação, ouvi um cão ladrar, aquele ladrar de cão nervozinho. Pus-me a olhar à volta para ver o que se passava e nada de ver cão nenhum. Olhava para o colo das pessoas e nada, e o cão continuava a ladrar. É então que reparo num carrinho de bebé mais para o quadrado e com umas redes anos lados. Lá estava a criatura, feliz da vida, enrolado num cobertor e a ladrar para as pessoas enquanto os seus donos compravam bilhetes. Já me estava a imaginar com um carrinho daqueles a passear a Margarida e a Carlota e as pessoas lá da terrinha a comentarem à saída da missa "Eh mulhé, não sabes que vi a filha do Pascoal cum carro como se fosse de bebé, ainda pensei que tivesse tido bebés mas afinal eram as cadelas. Louvado seja dEus nOsse sEnhô e mais que vão inventar."



Seguimos para Ghent sem saber muito bem o que íamos ver. Isto porquê? Eu comprei um guia da Bélgica quando vim para cá mas na semana passada o meu guia voltou para Portugal por engano na mala de alguém. A ideia então seria encontrar uma livraria aberta e dar uma vista d'olhos nos guias de viagem.
Chegamos a Ghent e a primeira coisa que vimos foi um imenso mar de bicicletas estacionadas. Nunca vi tanta bicicleta junta, por todo lado.
Seguimos para o centro e chamou-me a atenção as pessoas. Muito diferentes de Bruxelas, muito belgas e bonitas, muito bonitas. Sim, Ghent é uma terra de gente bonita.



Encontramos uma fnac e lá fomos ver nos guias o que havia para ver. Quando chegamos ao centro histórico fiquei mesmo, mesmo surpreendida. Nunca pensei que fosse tão bonito. Parece uma cidade cenográfica. Tudo perfeitinho e bem conservado. Os castelos, as catedrais, as casas e tavernas com...sei lá quantos séculos. Durante 15 minutos à maneira que andávamos a única palavra que dizíamos era "Uau".


Outra coisa que dei conta em Ghent foi a quantidade de lojas, cafés e restaurantes italianos. Para além das coisas tipicamente flamengas havia muita coisa italiana (adoro) e coisas gays! Imensos casais homossexuais e bandeiras arco-iris all over the place. O meu gaydar já não está acostumado a tanta informação. Comentei com a Gabriela e achou que era só impressão minha (as coisas italianas e gays). Procuramos um sitio para lanchar, entramos num cafézinho et voilá, uma casa de chás italiana com imensos casais gays lá dentro. Suspeita confirmada.



Passamos ainda num mercado de Natal para provar docinhos de Natal flamengos. São qualquer coisa de maravilhosos. Não sei o que eram nem do que eram feitos mas espero voltar a encontra-los.

Ao fim do dia voltamos a Bruxelas, cansadas mas satisfeitas com o passeio. Eu queixava-me dos zero graus, a polaca dizia que até aos -15 aguentava bem. Gelei-me toda por dentro só de pensar.

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