Fui passar o fim-de-semana a Liège, à saída de Bruxelas deduzi que houvesse atrasados por causa da neve que tinha caído no dia antes. Fui para a estação já meia atrasada mas sim, estava tudo atrasado.
Estava sol e a viagem de comboio foi memorável. Campos cobertos de neve e o sol a bater ao som da Lisa Hanningan (enquanto não me fartar).
Cheguei a Liège e ao sair do comboio por momentos pensei ter chegado à Gare do Oriente, o que logo ficou explicado quando o espanhol pensou ter chegado à Gare de Valência, afinal o arquitecto das três é o mesmo.
Encontramo-nos com mais 3 franceses e seguimos para o Youth Hostel super simpático mas com um quarto minúsculo, se dEus não acode dormimos uns em cima dos outros.
Tivemos o nosso workshop de Teatro, que correu muitíssimo bem e fomos até à feira de Natal onde havia outra roda gigante demoníaca. Eu e o espanhol já acagaçados com a experiência em Bruxelas nem lhe chegamos perto. Entretanto tive que ir comprar meias de esqui porque já não sentia os pés.

Eu começava a não ter capacidade para suportar o frio e procuramos um sitio para jantar. Ninguém tinha guia (o meu continua a passear-se por Portugal) e heis que encontramos um restaurante chamado Brasília. Pensei logo que era brasileiro e estava certa. Pensei que pudesse pedir informações sobre a cidade em Português mas estava errada. Ninguém falava português. No máximo arranhavam o espanhol.
Comi uma sopa a ferver e qual foi o meu espanto quando vem uma coisinha com queijo para por na sopa! Sempre fui gozada por por queijo na sopa, pá... acontece. Já tinha reparado que lá na produtora havia uma ou outra pessoa que também punha mas não fazia ideia que fosse mesmo habito. Senti-me compreendida!
Saímos para procurar um bar e acho que fomos para a pior zona. Bandos de diferentes etnias a se pegarem e tal... resumindo levamos com gás lacrimogéneo sem querer. O que vale é que as minhas lunettes protegem qualquer coisa!

Fomos parar a um bar hiper bizarro. Nada batia com nada. Havia palmeiras e caveiras. Santos e palhaços. Robots e comida como decoração e a música, bom... nem vale a pena falar.
Fomos embora e na rua não estava mesmo a aguentar mais o frio. Nem tinha ideia de quantos graus estavam mas mesmo de meias de esqui, luvas, gorro, etc, era demais para mim.
Passamos por um termómetro que marcava -16. Perguntei a quantos minutos estávamos de "casa", quando me responderam 10/15 até me vieram as lágrimas aos olhos. Paguei todos os meus pecados. Já posso ir para o céu.
Devo também falar do pequeno almoço. Não sei como funciona a gerência das cozinhas dos Youth Hostels mas lá havia claramente uma preocupação em optar pelos produtos de agricultura biológica que eram basicamente todos. Sem falar que não havia rasto de produtos de origem animal.

O resto do tempo passou-se bem à excepção da chegada a Bruxelas que estava literalmente parada, no que diz respeito a transportes públicos, por ter nevado de novo.
Chegar a casa não foi fácil. Ir a pé implicaria enfiar os pés em 10cms de neve. Ao fim de 5 minutos estariam em água mas ficar à espera que os autocarros voltassem ao normal também não era opção. Lá se resolveu.
Amanhã vou para casa, espero finalmente curar a ferida que tenho no lábio por causa do frio. Já tentei tudo, cremes, hidratantes, até manteiga (só falta teias)! E nada! Continua a atormentar-me! Uma pessoa mal pode abrir a boca para dar um dentada numa sandes, que desconsolo. Vou pedir ao meu pai para me por graxa na boca, aquela que se mete nas portas dos carros, pode ser que dê certo... dasse!
Feliz Natal, controlem o instinto consumista e especiesista.
PS (salve seja): Descobri que o frio é diurético, muito!
Falando em PS, o Sócas há meses, depois de ter ido ao cinema, veio dizer que estava muito triste (só faltou dizer que dormia mal) por se ter apercebido da descriminação que as pessoas homossexuais sofrem em Portugal. Tão e... permitir o casamento e proibir a adopção é o quê? Não é discriminação? Ah, pois não... é meia-discriminação, só! Ninguém tem assim uma catedral à mão?...
Estava sol e a viagem de comboio foi memorável. Campos cobertos de neve e o sol a bater ao som da Lisa Hanningan (enquanto não me fartar).
Cheguei a Liège e ao sair do comboio por momentos pensei ter chegado à Gare do Oriente, o que logo ficou explicado quando o espanhol pensou ter chegado à Gare de Valência, afinal o arquitecto das três é o mesmo.
Encontramo-nos com mais 3 franceses e seguimos para o Youth Hostel super simpático mas com um quarto minúsculo, se dEus não acode dormimos uns em cima dos outros.
Tivemos o nosso workshop de Teatro, que correu muitíssimo bem e fomos até à feira de Natal onde havia outra roda gigante demoníaca. Eu e o espanhol já acagaçados com a experiência em Bruxelas nem lhe chegamos perto. Entretanto tive que ir comprar meias de esqui porque já não sentia os pés.
Eu começava a não ter capacidade para suportar o frio e procuramos um sitio para jantar. Ninguém tinha guia (o meu continua a passear-se por Portugal) e heis que encontramos um restaurante chamado Brasília. Pensei logo que era brasileiro e estava certa. Pensei que pudesse pedir informações sobre a cidade em Português mas estava errada. Ninguém falava português. No máximo arranhavam o espanhol.
Comi uma sopa a ferver e qual foi o meu espanto quando vem uma coisinha com queijo para por na sopa! Sempre fui gozada por por queijo na sopa, pá... acontece. Já tinha reparado que lá na produtora havia uma ou outra pessoa que também punha mas não fazia ideia que fosse mesmo habito. Senti-me compreendida!
Saímos para procurar um bar e acho que fomos para a pior zona. Bandos de diferentes etnias a se pegarem e tal... resumindo levamos com gás lacrimogéneo sem querer. O que vale é que as minhas lunettes protegem qualquer coisa!
Fomos parar a um bar hiper bizarro. Nada batia com nada. Havia palmeiras e caveiras. Santos e palhaços. Robots e comida como decoração e a música, bom... nem vale a pena falar.
Fomos embora e na rua não estava mesmo a aguentar mais o frio. Nem tinha ideia de quantos graus estavam mas mesmo de meias de esqui, luvas, gorro, etc, era demais para mim.
Passamos por um termómetro que marcava -16. Perguntei a quantos minutos estávamos de "casa", quando me responderam 10/15 até me vieram as lágrimas aos olhos. Paguei todos os meus pecados. Já posso ir para o céu.
Devo também falar do pequeno almoço. Não sei como funciona a gerência das cozinhas dos Youth Hostels mas lá havia claramente uma preocupação em optar pelos produtos de agricultura biológica que eram basicamente todos. Sem falar que não havia rasto de produtos de origem animal.
O resto do tempo passou-se bem à excepção da chegada a Bruxelas que estava literalmente parada, no que diz respeito a transportes públicos, por ter nevado de novo.
Chegar a casa não foi fácil. Ir a pé implicaria enfiar os pés em 10cms de neve. Ao fim de 5 minutos estariam em água mas ficar à espera que os autocarros voltassem ao normal também não era opção. Lá se resolveu.
Amanhã vou para casa, espero finalmente curar a ferida que tenho no lábio por causa do frio. Já tentei tudo, cremes, hidratantes, até manteiga (só falta teias)! E nada! Continua a atormentar-me! Uma pessoa mal pode abrir a boca para dar um dentada numa sandes, que desconsolo. Vou pedir ao meu pai para me por graxa na boca, aquela que se mete nas portas dos carros, pode ser que dê certo... dasse!
Feliz Natal, controlem o instinto consumista e especiesista.
PS (salve seja): Descobri que o frio é diurético, muito!
Falando em PS, o Sócas há meses, depois de ter ido ao cinema, veio dizer que estava muito triste (só faltou dizer que dormia mal) por se ter apercebido da descriminação que as pessoas homossexuais sofrem em Portugal. Tão e... permitir o casamento e proibir a adopção é o quê? Não é discriminação? Ah, pois não... é meia-discriminação, só! Ninguém tem assim uma catedral à mão?...
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